O que é?
É uma síndrome ou um conjunto de sintomas provocado pela formação de microcistos no ovário. Embora freqüente nas mulheres, apenas 6% a 10% delas apresentam alterações endócrinas por causa do problema. A maior parte dos casos aparece na adolescência, acompanhando a mulher durante a vida, e tende a se normalizar após os 35 anos.
Possíveis causas
Irregularidades no funcionamento do hipotálamo;
Pesquisas genéticas sugerem que alterações cromossômicas podem originar a síndrome;
Aumento da quantidade de insulina no sangue.
A síndrome
Em geral, surgem mais de dez cistos (com 6 a 10 mm cada) que ficam distribuídos perifericamente na superfície do ovário. O acúmulo de microcistos pode causar o aumento médio de 2,8 vezes o tamanho normal do ovário.
Sintomas
Irregularidades menstruais - Normalmente são atrasos ou total ausência das menstruações;
Problemas na pele - Espinhas, quedas de cabelo, pele oleosa e aumento de pêlos no rosto e no corpo;
Aumento de peso - Distúrbios no metabolismo podem surgir, favorecendo o ganho de peso;
Dificuldade na ovulação - Parte das mulheres que têm esse problema não ovula regularmente, o que pode dificultar a gravidez.
Riscos
Câncer de endométrio - Sem ovular, a mulher deixa de produzir o hormônio progesterona, responsável pela proteção do útero. Os riscos de câncer de endométrio aumentam;
Diabetes - O ovário policístico também pode ocasionar a disfunção da insulina, que pode levar ao aumento de colesterol, problemas cardiovasculares, e ainda, ao Diabetis Mellitus;
Problemas psicológicos - Alguns dos sintomas como irregularidade menstrual, aumento de peso e surgimento de pêlos em excesso podem gerar problemas psicológicos na mulher.
Tratamentos
Pílula anticoncepcional - Para normalizar o ciclo menstrual e suprir a demanda de hormônios;
Redução de peso - É muito importante para a regularização do metabolismo, evitando assim distúrbios na produção de insulina;
Comprimidos de progesterona - Para suprir a falta deste hormônio que não está sendo produzido pelo ovário;
Cirurgia - A remoção dos cistos por cirurgia só é feita em casos extremos, nos quais a medicação não surte mais efeitos.
A fertilidade é afetada?
Uma das conseqüências da síndrome é a diminuição da fertilidade devido à dificuldade de ovulação. Entre as mulheres que apresentam os sintomas da síndrome de ovário policístico, apenas 25% engravidam espontaneamente. Mas o tratamento para induzir à ovulação é simples; portanto, na maioria das vezes, a infertilidade é facilmente revertida.
Como detectar a síndrome?
Ao perceber alguns dos sintomas, é importante procurar seu médico. O ginecologista verificará a existência ou não do problema por meio de exames como:
•Exame clínico;
•Ultrassonografia;
•Dosagem hormonal.
Dica da minha amiga Rafa que me enviou por email.
Lombalgia é a dor nas costas mais prevalente na população mundial. Localizada na região lombar, entre a última costela e o início da região glútea (nádega), pode surgir de uma hora para outra, ou ter característica recidivante ao longo do tempo. Na maioria das vezes sua etiologia não representa sérios problemas, mas exige investigação uma vez que algumas doenças graves podem se manifestar através da dor nas costas.
Ao contrário do que muitos imaginam, dor nas costas não é normal e não deve ser encarada como mais uma conseqüência da idade ou do cansaço. A lombalgia é o segundo motivo que mais leva o paciente ao consultório do médico, atrás apenas da dor de cabeça. Ainda é causa freqüente de afastamento do trabalho, por vezes por tempo prolongado.
A dor pode ser aguda ou crônica, com início súbito ou insidioso. Sua duração é variável podendo ser prolongada. No primeiro caso, geralmente a origem é algum movimento brusco, queda ou pequenas lesões nos discos invertebrais. Felizmente, nestas situações, a dor costuma regredir espontaneamente ou com repouso e medicação.
Quando de duração prolongada, merece atenção redobrada. Doenças infecciosas ou metabólicas, tumores, falta de atividade física regular com conseqüente enfraquecimento da musculatura e problemas posturais são algumas das principais causas.
O estresse é causa freqüente e constante na população. Age diferentemente em cada organismo, causando, inclusive, dor nas costas. Além das tensões do dia-a-dia, somatizadas e direcionadas para a região lombar, as emoções, mudanças de rotina, ansiedade e até mesmo boas notícias podem se transformar em dor.
Com causas tão diversas, o diagnóstico da causa deve ser sempre estabelecido e ele inclui a completa avaliação médica do paciente e a análise detalhada de sua atividade diária.
A prevenção é o ideal. Cuidado ao levantar peso excessivo e atenção à postura em casa e no trabalho são fundamentais. É sempre bom praticar atividade física regular, passar por avaliação médica regular e realizar os exames solicitados pelo especialista. Os esportes em terra não são recomendados, dando-se preferência à natação e à hidroginástica. É importante corrigir a postura e reduzir o peso, evitando-se os antiinflamatórios. Quando não houver lesão, a acupuntura poderá trazer bons resultados. Evitar assistir TV ou ler mal posicionado, ou deitado, muitas vezes não é apenas a causa da dor, mas sim a explicação para a dificuldade na resposta ao tratamento.
Evite a automedicação bem como massagens e outras terapias alternativas. Em suma, ouça o aviso que seu organismo lhe dá e procure um médico quando o problema aparecer. O médico deverá ser consultado até que o diagnóstico seja estabelecido uma vez que como salientado, várias doenças podem se manifestar por lombalgia, merecendo destaque, a cólica renal, doenças da aorta abdominal, fraturas das vértebras decorrentes da osteoporose e lesões destrutivas das vértebras por tumores locais ou advindos de outros órgãos.
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