Neste domingo, a vitoriosa geração de Xavi, Casillas e Puyol colocou a Fúria na restrita galeria de campeões da Copa. Mas o passo final foi duro, suado. Os espanhóis sofreram com a violência e com a retranca da Holanda. Precisaram da prorrogação para vencer por 1 x 0 em um Soccer City abarrotado e diante dos olhos de Nelson Mandela, lenda viva da África do Sul. O gol heroico foi de Iniesta, aos 11min do segundo tempo da prorrogação.
A história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.
A Espanha era também o único dos grandes centros do futebol que até hoje sequer havia ficado no pódio da Copa do Mundo. Sua melhor colocação havia sido o quarto lugar em 1950, no Brasil. Inglaterra, Itália, França, Portugal e Alemanha, países que junto dos espanhois possuem as principais ligas do mundo, já haviam conquistado títulos, vice-campeonato e ao menos um terceiro lugar em Copas. A Espanha, não. Aos holandeses, resta o gosto amargo de sua terceira final de Copa perdida.
Em 2014 a Copa do mundo será no Brasil, até lá a Espanha será a número 1.
Dezesseis anos após perder a final para o Brasil, Gana deu o troco na seleção brasileira nesta sexta-feira, venceu por 4 a 3 nos pênaltis, após 120 minutos de 0 a 0 entre os dois melhores ataques da competição, e conquistou o Mundial Sub-20 no Egito.
É o primeiro título da categoria para os ganeses, que foram vice em 2001 (para a Argentina) e 1993. O país tem dois títulos no Mundial Sub-17 e, há dois anos, a mesma geração que agora brilhou no Egito havia eliminado os brasileiros nas oitavas do sub-17. O Brasil é tetracampeão mundial sub-20, com duas taças a menos que a recordista Argentina.
Depois de duas horas de futebol, quase uma hora e meia com um a menos em campo, Gana estava satisfeita por levar a decisão para os pênaltis. E o Brasil, já sem força física, teve que se conformar em decidir seu destino assim.
Nos pênaltis, Alan Kardec, Giuliano e Douglas Costa marcaram, mas Souza, Maicon e Alex Teixeira perderam (o goleiro Agyei pegou as cobranças de Souza e Alex). Ayew, Inkoom, Adiyiah e Badu fizeram para Gana, enquanto Rafael defendeu os chutes de Mensah e Addae.
Fonte: G1
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